Frases de Alvaro de Campos

Foto: S.A. e Maria José de Lencastre · Public domain, via Wikimedia Commons

Alvaro de Campos

15 de outubro de 1890 – 30 de novembro de 1935 · 121 frases

Álvaro de Campos é um dos heterónimos mais conhecidos, verdadeiro alter ego do escritor português Fernando Pessoa. Dessa forma, fez uma biografia para cada uma das suas personalidades literárias, a que chamou heterónimos. Como alter ego de Pessoa, Álvaro de Campos sucedeu a Alexander Search, um heterónimo.

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Onde surgiu ainda na África do Sul, onde Pessoa passou a infância e adolescência. Depois de "uma educação vulgar de liceu" Álvaro de Campos foi "estudar engenharia, primeiro mecânica e depois naval" em Glasgow, realizou uma viagem ao Oriente, registada no seu poema "Opiário", e trabalhou em Londres, Barrow on Furness e Newcastle upon Tyne (1922). Desempregado, teria voltado para Lisboa em 1926, mergulhando então num pessimismo decadentista. O poema "Tabacaria", de 1928, foi uma das criações de Álvaro de Campos.

Em 13 de Janeiro de 1935, Fernando Pessoa escreveu uma longa carta a Adolfo Casais Monteiro, respondendo a algumas questões, designadamente sobre a génese dos heterónimos.[3] Em resposta, Pessoa fez uma «história directa» dos seus principais heterónimos, que considera serem Alberto Caeiro, Ricardo Reis e Álvaro de Campos. "Eu vejo diante de mim, no espaço incolor mas real do sonho, as caras, os gestos de Caeiro, Ricardo Reis e Álvaro de Campos. Construi-lhes as idades e as vidas".[4]:

“ Criei, então, uma coterie inexistente. Fixei aquilo tudo em moldes de realidade. Graduei as influências, conheci as amizades, ouvi, dentro de mim, as discussões e as divergências de critérios, e em tudo isto me parece que fui eu, criador de tudo, o menos que ali houve.

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