Vejo em tudo, de facto, não o abstrato mas o neoconcreto: é esta a natureza da minha abstração de espírito — não o infinito mas o não-finito. Desta maneira eu, que me dedicava sempre à pura abstração, não via senão os objetos em si próprios. Tenho medo de tudo, é verdade, mas não de todas as maneiras, apenas duma maneira só, isto é, abstrata e sonhadoramente, como na consciência do pirômano.
Fernando PessoaAtribuída a Fernando Pessoa, fonte não confirmada



































