Francisco Sá CarneiroNunca me senti tão sozinho e nunca tive tanta certeza de estar tão certo.

Francisco Sá Carneiro
19 de julho de 1934 – 4 de dezembro de 1980 · 106 frases
Despertou para a política através do catolicismo, tendo sido elemento das Equipes de Nossa Senhora no Porto, altura em que se interessou pelas doutrinas personalistas de Emmanuel Mounier.
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Desenvolveu atividades cívicas, nomeadamente como promotor de conferências na Cooperativa Confronto, que viria a ser encerrada pela PIDE.
Destacou-se como impulsionador do pedido a Marcello Caetano para que permitisse o regresso a Portugal do bispo D. António Ferreira Gomes à Diocese do Porto. D. António estava então impedido pelo regime salazarista de entrar no país, depois de ter entrado em confronto com Salazar, com a célebre Carta a Salazar. Marcello Caetano viria a permitir o regresso de D. António, uma atitude que inspirou alguma expetativa de abertura do Estado Novo à democracia.
A experiência da Ala Liberal e idealização de um novo partido político
Em 1969, no início da chamada Primavera Marcelista, aceitou integrar a lista da Ação Nacional Popular (ANP) no Porto — estrutura que substituíra a União Nacional, o partido único do regime do Estado Novo — com a condição de não aderir à ANP. Foi assim eleito deputado à Assembleia Nacional, como cidadão independente eleito nas listas da ANP.
Convertendo-se em líder da chamada Ala Liberal da Assembleia Nacional, depois da morte de José Pedro Pinto Leite, dado que nesta apenas o partido único estava representado, desenvolveu diversas iniciativas que tinham como objetivo fazer evoluir a ditadura herdada de Salazar para uma democracia típica da Europa Ocidental, propondo a revisão de várias leis nesse sentido, que encontraram a firme oposição dos restantes parlamentares.
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