Frases de António Lobo Antunes

Foto: Georges Seguin ( Okki ) · CC BY-SA 3.0, via Wikimedia Commons

António Lobo Antunes

1 de setembro de 1942 – 5 de março de 2026 · 125 frases

António Lobo Antunes nasceu em Benfica, freguesia de Lisboa, a 1 de Setembro de 1942, no seio de uma família da alta burguesia. Seu pai, João Alfredo Lobo Antunes, foi um destacado neurologista português, assistente de Egas Moniz e professor de Medicina. Seu trisavô foi o 1.º Visconde de Nazaré.

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É irmão de João Lobo Antunes, neurocirurgião português e ex-membro do Conselho de Estado. Nuno Lobo Antunes (Lisboa, 10 de Maio de 1954), neuropediatra. Miguel Lobo Antunes, programador cultural, Manuel Lobo Antunes (Lisboa, 27 de Junho de 1958), jurista e diplomata português atual embaixador no Reino Unido. E por fim, Pedro Lobo Antunes, arquitecto e membro da assembleia municipal de Torres Novas.

Logo após, Estudou no Liceu Camões em Lisboa e licenciou-se em Medicina pela Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa.

Após a conclusão do curso foi destacado como médico militar durante a guerra colonial entre 1971 e 1973 no leste de Angola, na Vila Gago Coutinho e no Chiúme, e mais tarde em Malange. Entretanto, as cartas que trocou com a sua primeira mulher Maria José Lobo Antunes durante esse período, quando esta se encontrava grávida da sua primeira filha. Desta forma, foram posteriormente reunidas em «D'este viver aqui neste papel descripto» pelas suas filhas Maria José Lobo Antunes e Joana Lobo Antunes, que veio a originar um filme (Cartas da Guerra) realizado por Ivo Ferreira.

A sua experiência como alferes miliciano está bem patente na sua obra, sendo um tema central de alguns dos seus livros.

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Os portugueses merecem muito melhor, merecem muito mais do que o Governo que têm, muito mais do que a maneira como os obrigam a viver. Já ouviu um discurso do primeiro-ministro? A quantidade de erros de português que ele dá... Como é que podemos ser governados por pessoas que nem sequer sabem falar português? Não posso com esta mediocridade, com este vazio de ideias, com esta mentira constante. 'Decisão irrevogável'? O meu pai nunca admitiria que um filho seu voltasse atrás com a palavra. E isto passa-se no mundo inteiro. Há pouco tempo, George Steiner comentou comigo que nenhum dos bons alunos de Cambridge ia para a política: só os medíocres vão para a política.

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